O primeiro município do país a declarar a emergência climática através de “uma proposta de declaração de emergência”, aprovada em reunião da Câmara louletana, no dia 4 de Setembro por maioria. Será discutida e votada pela Assembleia Municipal de Loulé no dia 15 de Setembro que espera a adesão por parte da população, às políticas municipais de adaptação e de intervenções visando reduzir ou remediar os impactos nocivos ao meio ambiente, através da atividade humana.
Este acto tem medida simbólica, mas que serve como chamada de atenção e incentivo à adesão por parte das empresas, de turistas e de todos os cidadãos, para que tomem consciência que o clima está a mudar muito rapidamente e está a causar-nos problemas ao nível da sustentabilidade económica, da saúde pública e da adversidade.
Com esta situação reconhecida na mais recente Lei de Bases do Clima- LBC, que veio assim estabelecer, segundo APA – Agência Portuguesa do Ambiente, um conjunto de obrigações relativas à necessidade de desenvolvimento de novos instrumentos da política climática, entre os quais se destacam os Planos Regionais de Ação Climática (PRAC) e os Planos Municipais de Ação Climática (Art.º 14º – Políticas Climáticas Regionais e locais.
ETAR de Vilamoura – Algarve
O município de Loulé foi também o primeiro a aprovar um Plano Municipal de Acção Climática e tem feito vários investimentos nas ETAR – Estações de Tratamento de Águas Residuais – para reutilização de água tratada para a rega de espaços verdes e campos de golfe, em Vilamoura e Quinta do Lago. E prepara mais um, de 2 milhões de euros, de modo a criar, em Vilamoura, uma rede separativa de distribuição de água residual tratada, destinada à rega de espaços verdes públicos, lavagem de viaturas, limpeza urbana e desobstrução de coletores.



