A depressão pós-tropical Gabrielle atravessou Portugal continental durante a madrugada e manhã deste domingo, provocando vento forte, chuva intensa e agitação marítima. O fenómeno entrou no território pela região de Aveiro e seguiu em direção a sudeste, acabando por perder intensidade já em território espanhol.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), registaram-se rajadas de vento que atingiram os 101 km/h na Serra de Monchique e os 97,9 km/h em Pampilhosa da Serra. No Porto S. Gens, em Gondomar, a precipitação chegou aos 68 mm em apenas seis horas. Também o mar apresentou forte agitação, com ondas de cinco a seis metros e picos de nove metros ao longo do litoral norte.
A Proteção Civil contabilizou cerca de 140 ocorrências em todo o país, sobretudo quedas de árvores, inundações pontuais e danos em pequenas estruturas.
Estragos no Algarve
No Algarve, a tempestade fez sentir-se de forma menos severa, mas ainda assim deixou marcas. Foram registadas quatro ocorrências, entre quedas de árvores e pequenas inundações. Em Faro, a Praia de Faro foi uma das zonas mais afetadas: a maré alta e a forte ondulação destruíram partes do passadiço de madeira e inundaram áreas de estacionamento.
Apesar dos estragos localizados, não há registo de vítimas nem de danos graves generalizados na região.
A Gabrielle encontra-se agora em Espanha, já com menor intensidade, e o IPMA informa que a situação meteorológica deverá normalizar nas próximas horas, embora se mantenham recomendações de precaução devido à instabilidade marítima.



