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Quarta-feira, Abril 15, 2026
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Universidade de Lisboa lança Cátedra dedicada à Sustentabilidade dos Ecossistemas Subterrâneos de Loulé


Foi celebrado esta sexta-feira um protocolo que institui a primeira Cátedra em “Sustentabilidade de Ecossistemas Subterrâneos – Loulé”. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Loulé, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a associação FCiências.ID e a empresa Bondstone, com o objetivo de promover o estudo e a preservação dos habitats subterrâneos nacionais, com especial enfoque na região do Barrocal algarvio.


A nova Cátedra será desenvolvida no Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Climáticas da Universidade de Lisboa e contará com um plano de trabalhos previsto para cinco anos (2025-2030). A Gruta de Loulé, identificada como uma área de interesse biológico subterrâneo a nível internacional, está na origem do projeto.

O plano científico da Cátedra inclui o aprofundamento do conhecimento sobre a biodiversidade endémica subterrânea, a avaliação do impacto das atividades humanas nesses ecossistemas e a criação de estratégias de conservação baseadas em dados científicos. Na vertente educativa, estão previstos estágios curriculares, dissertações de mestrado e teses de doutoramento, com o objetivo de fomentar a literacia científica. Já ao nível da conservação da natureza, pretende-se contribuir para políticas públicas que promovam a resiliência ecológica e a valorização do território.

O projeto conta com um financiamento de 370 mil euros, repartido entre o Município de Loulé e a Bondstone.

Em declarações à imprensa, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, referiu que a participação do município está alinhada com as suas políticas ambientais, afirmando que “esta Cátedra permitirá valorizar e divulgar o património natural local, bem como produzir conhecimento científico relevante sobre a biodiversidade cavernícola”.

Ana Sofia Reboleira, investigadora da Faculdade de Ciências e coordenadora do projeto, destacou a relevância dos habitats subterrâneos no contexto ambiental nacional. Segundo a investigadora, a zona de Loulé concentra um número significativo destes ecossistemas, e o projeto visa “aumentar o conhecimento e a sustentabilidade” deste património.

A Cátedra sucede a outros esforços já em curso, como o projeto “Barrocal-Cave”, iniciado em 2024, dedicado à conservação e monitorização da Gruta de Loulé. Durante o primeiro ano, a equipa realizou medições ambientais e iniciou o desenho de uma estação ecológica de longo termo (LTER), que permitirá recolher dados em tempo real a partir do interior da gruta.

Paralelamente, está em análise a possibilidade de classificar a gruta como Monumento Natural, o que poderá vir a transformar o local na primeira reserva de fauna cavernícola em Portugal. A equipa técnica da Faculdade de Ciências colabora com a autarquia neste processo.


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