Abril traz música, dança, teatro, cinema, performance e fotografia ao Cineteatro Louletano, num mês rico em diversidade e qualidade que contempla dois festivais: o Festival Verão Azul e o FITA – Festival Internacional de Trompete do Algarve.
No dia seguinte, 13, mais música clássica, mas desta vez no Cineteatro com a Orquestra do Algarve. O menu inclui obras de Percy Grainger, Claude Debussy, Darius Milhaud, Sarah Flower Adams, Johann Sebastian Bach, Florence Price e Camille Saint-Säens, sob o mote “Há Mar e Mar, há ir e há voltar”. É mais um concerto Promenade, sob a batuta do maestro titular Pablo Urbina e com a apresentação pelo barítono Rui Baeta.
No mesmo dia, mas à noite, arranca o FITA – Festival Internacional de Trompete do Algarve, organizado pela Casa da Cultura de Loulé, com direção artística do trompetista João Mogo. O festival é uma coprodução do Cineteatro Louletano e decorre de 13 a 15 em vários pontos, incluindo o CTL, o Auditório do Solar da Música Nova, o Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, a Casa da Cultura e o Café Calcinha. Entre as presenças já confirmadas estão os finlandeses KOLIZIO, considerados pela crítica como um dos melhores projetos atuais de ensemble de metais. Outra das presenças já confirmadas em concerto, dia 14 de abril no Auditório Solar da Música Nova, é o Quinteto de Metais 100 Caminhos, numa mistura de gerações que traz música de câmara para quinteto de metais, promovendo cruzamentos transdisciplinares.
No dia 15 de abril, está de regresso a Loulé a Brigada Victor Jara, no âmbito das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, pela União de Sindicatos do Algarve. Pioneira na valorização e divulgação da música tradicional há mais de 40 anos, a Brigada Victor Jara é um coletivo incontornável da música portuguesa, pelo seu importante legado patrimonial e memória cultural do nosso cancioneiro. O concerto é no Salão de Festas de Loulé, às 21h30.
A 17 de abril, às 19h00, sobe ao palco a peça “Sul”, de Tiago Correia, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Sul é a segunda parte de um díptico dedicado às migrações, com texto e encenação de Tiago Correia, iniciado com O Salto, peça sobre a emigração portuguesa clandestina no início dos anos 70. Entre uma e outra obra, procuram abrir-se caminhos para uma reflexão mais ampla sobre os temas da memória (ou do esquecimento) e da “volatilidade das relações humanas contemporâneas”.



