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Quinta-feira, Abril 16, 2026
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Exposições do Museu Municipal de Faro em destaque durante o mês de abril

O Museu Municipal de Faro e a Galeria Municipal Trem Manuel Baptista mantêm em exibição, ao longo do mês de abril, um conjunto de exposições que, embora inauguradas em meses anteriores, continuam a proporcionar ao público diferentes perspetivas sobre a arte, o património e os desafios do mundo contemporâneo.

No Museu Municipal de Faro encontra-se patente a exposição “Arte Portuguesa – Séculos XIX-XX – Coleção Miguel Duarte”, inaugurada a 7 de março e com exibição até 20 de setembro. Esta mostra reúne um acervo representativo da história da arte nacional no período contemporâneo, com especial destaque para o naturalismo, mas também com presença de correntes modernistas e um núcleo surrealista. Com curadoria de Raquel Henriques da Silva e contando com peças provenientes também da coleção de Hugo Batalha, a exposição integra obras de artistas como Silva Porto, Ernesto Condeixa, Veloso Salgado, Falcão Trigoso, Aurélia de Souza, João Vaz, Malhoa, Bernardo Marques, Cruzeiro Seixas e Júlio Pomar, entre outros. Organizada em vários núcleos temáticos, a mostra percorre diferentes momentos da arte portuguesa dos séculos XIX e XX, evidenciando a evolução estética e os diálogos entre movimentos artísticos, num conjunto que reflete a diversidade e a riqueza desta coleção privada de Miguel Duarte.

Ainda no Museu Municipal, está patente a exposição “Sátiras da Pós-Verdade”, da artista Patrícia Maga-lhães, inaugurada a 28 de fevereiro e em exibição até 5 de maio. Distribuída por quatro salas, a mostra, com curadoria de Gisela Antunes Borrego, apresenta um conjunto de obras construídas a partir de textos e iluminuras do códex “Comentário ao Apocalipse do Lorvão” (1189) e do “Foral Manuelino de Faro” (1504), assumindo-se como uma reflexão crítica sobre o excesso de estímulos informativos e a crescente normalização de “factos alternativos” no contexto atual. O trabalho apresentado reúne diferentes linguagens plásticas, incluindo desenho, pintura, objeto e instalação, organizadas em oito conjuntos distintos que a artista designa por “Capítulos”, acompanhados por textos críticos de Fernando Rosa Dias, integrados na folha de sala da exposição.

Na Galeria Municipal Trem Manuel Baptista, encontra-se igualmente patente a exposição “Chão Comum: Terraphilia”, da artista Susana de Medeiros, inaugurada a 5 de fevereiro e com exibição até 26 de abril de 2026. Este projeto resulta de uma investigação artística centrada na relação entre humanos, território e outros seres vivos, propondo uma reflexão sobre o “chão comum” que partilhamos e sobre os modos de coexistência possíveis num contexto de crise ecológica. A exposição desenvolve-se através de um conjunto diversificado de obras — esculturas, instalações, desenhos, livros-objeto e elementos orgânicos — construídas a partir de materiais recolhidos em diferentes territórios e cruzados com materiais de origem industrial. A obra central, um barco que transporta sementes, assume-se como metáfora de deslocação, cuidado e possibilidade de germinação de novas formas de habitar o mundo. Como sublinha o texto de Mirian Tavares, que acompanha a exposição, trata-se de um convite à reflexão sobre o solo que nos sustenta e sobre as ligações entre humanos e não-humanos.

Promovida pela FCHS – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, pelo CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação e pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, esta exposição conta ainda com o apoio do Município de Faro e do Museu Municipal de Faro.

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