O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou cinco distritos de sul do país com aviso laranja no dia de ontem. Cidades como Faro, Loulé, São Brás de Alportel , Almancil, Quarteira e Silves sofreram pequenos danos, como quedas de árvores, quebra de galhos, danos de cercas, destelhamentos e desobstruções de partes de vias, sem grande afetação da população. Trazendo consigo ventos cruzados com rajadas próximo dos 50 nós (cerca de 100 quilómetros por hora), no entanto, mesmo com a intensa precipitação, um ponto positivo se destaca: não houve alagamentos na região.





A população de Loulé relatou momentos de apreensão à medida que a tempestade se aproximava, mas agora reconhece a importância dessa chuva para recarregar os aquíferos e os depósitos de água, garantindo o abastecimento para os próximos meses. Uma imagem impactante que ilustra a magnitude da tempestade é a de uma árvore caída em uma área residencial, que está sendo usada como símbolo dos estragos causados. O trabalho da Câmara de Loulé já está a limpar as áreas afetadas e remover árvores partidas, garantindo a segurança das vias públicas e dos locais atingidos.
A Navegação Aérea de Portugal (Nav) disse que os ventos fortes cruzados na tarde de domingo condicionou as operações de aterragem e decolagem no Aeroporto Internacional Gago Coutinho em Faro, tendo afetado mais de sete voos. Contudo, a melhoria das condições metereológicas permitiu reabrir em pleno a operação pelas 16h50.

A passagem da depressão Bernard em Portugal, que causou fortes chuvas e vento, levou a proteção Civil a ser chamada e resolver quase 400 ocorrências , tendo e distrito de Faro, no Algarve sido o mais afetado. Até as 20h00 de domingo a Proteção Civil contabilizou 381 ocorrências no território nacional, sendo que no distrito de Faro teve um acumulado de 304 ocorrências . Para estas ocorrências foram mobilizados 921 operacionais e 330 meios terrestres


