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Quarta-feira, Abril 29, 2026
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HISTÓRIA DO BANCO DO TEMPO EM PORTUGAL

O Banco do Tempo “funciona como um banco, se alguém me fizer um serviço que me dê uma hora de seu tempo, eu passo-lhe um cheque dessa mesma e terei que retribuir essa hora”.


Esta proposta de organização de trocas solidárias de tempo tem evoluído em vários países, sendo a Itália e os Estados Unidos aqueles onde existe, de forma documentada e sistematizada, há mais tempo. Nos Estados Unidos, Edgar Cahn, ainda nos anos 80, promoveu a criação de centros de trocas em que o valor de troca era a hora (Time Dollar), surgindo os primeiros “Time Banks” em 1992. É também no início dos anos 90 que, em Itália, começam a surgir os primeiros Bancos de Tempo. Em 2000, o Graal iniciou o trabalho de criação das condições para a implementação do Banco de Tempo em Portugal. O primeiro contacto do Graal com o conceito de Banco de Tempo deu-se num encontro em Barcelona, em 1998, através da Associação Salud y Família, no âmbito do projeto “Para uma Sociedade Ativa”. Esta associação catalã tinha já começado a dinamizar Bancos de Tempo, com inspiração nas iniciativas italianas, em particular na experiência de Sant ‘Arcangelo di Romagnia, uma pequena cidade a poucos quilómetros de Rimini, onde a Comissão para a Igualdade de Oportunidades do Município desenvolveu um sistema de trocas, entre mulheres, tentando resolver o problema da escassez de tempo, criando, também, um espaço de socialização. Contando com o apoio de Maria de Lourdes Pintasilgo, uma equipa do Graal, começou em 2000 a trabalhar aspetos regulamentares e a desenvolver a imagem institucional do Banco de Tempo, concebendo instrumentos operativos e envolvendo várias entidades na qualidade de potenciais parceiras. Foi decisivo o apoio de Maria de Belém Roseira, então Ministra da Igualdade, que acolheu muito bem a proposta de implementação do Banco de Tempo em Portugal e desenvolveu as diligências necessárias no sentido da concessão de apoio financeiro. O Banco de Tempo foi reconhecido como um serviço à Conciliação Trabalho/ Família no quadro da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e chegou a estar mencionado no orçamento do Estado. Este apoio foi concedido durante dois anos e caiu aos primeiros sinais da crise. No início de 2002, nasciam as primeiras Agências do Banco de Tempo, tendo sido a primeira inaugurada em Abrantes. Seguiram-se muitas outras – algumas fecharam as suas portas, outras mantém-se ativas – assumindo diferentes configurações nos territórios onde este projeto ganhou vida.

Rua Luciano Cordeiro, 24, 6º A, Lisboa
213546831
mailto:emadeira@graal.org.pt

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