A Direção Geral de Saúde registou 200 casos de tosse convulsa nos primeiros quatro meses de 2024.
A tosse convulsa continua a ser um problema para a saúde pública, dado a doença ser “endémica na UE/EEE e em todo o mundo e causar epidemias significativas a cada três a cinco anos, mesmo em países com uma cobertura vacinal elevada”, como é o caso de Portugal.“O aumento do número de casos de tosse convulsa em toda a Europa mostra a necessidade de se estar vigilante. É uma doença grave, especialmente em bebés”, afirma a comissária europeia da saúde.
A tosse convulsa transmite-se através de gotículas de saliva expelidas pelos espirros ou tosse e pelo contacto com objetos contendo secreções do doente, sendo o período de contágio mais intenso na primeira semana em que se manifestam os sintomas.
A Direção Geral de Saúde confirma que “maioria dos casos confirmados ocorreu em idade pediátrica (86%), sobretudo em crianças entre os 10 e 13 anos (21%) e com idade inferior a 1 ano (20%)”
A agência europeia de saúde recomenda que os países reforcem os programas de vacinação e mantenham uma elevada cobertura vacinal.


