MARÇO JUNTA BRASIL E CABO VERDE, TEATRO NO FEMININO, MERCADO PERIFÉRICO E UMA ESTREIA DE NUNO GUERREIRO
No Cineteatro Louletano, em março há teatro, música, cinema e um festival de bandas e editoras independentes.
A 14, sexta-feira, às 21h00, há espetáculo de dança e música com “O Meu Corpo não é só uma Instância”, de Yola Pinto e Simão Costa em parceria com o videasta João Catarino. Um espetáculo de dança com músicos ao vivo, que vive da alteridade entre a presença dos corpos e as suas próprias imagens projetadas em tempo real e diferido. Um caleidoscópio de realidades que desdobra a imagem e a presença dos corpos em múltiplos lugares. “O Meu Corpo não é só uma Instância” é uma coprodução do Cineteatro Louletano com o Museu de Arte Contemporânea da Madeira, C.M. Calheta e Teatro Municipal de Bragança e prevê ainda uma sessão para escolas na véspera, dia 13, às 14h30 e um workshop dirigido ao público em geral nesse mesmo dia às 18h00, com inscrições através do email cinereservas@cm-loule.pt. Este espetáculo tem o recurso de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão.
No dia 15, às 11h30, há concerto “Crescendo”, organizado pelo Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, no Auditório do Solar da Música Nova. Os “Crescendo”, nos terceiros sábados de cada mês, são de entrada gratuita e abertos ao público em geral. Permitem ficar a conhecer um pouco mais sobre as origens da música clássica (ou erudita) e as características dos compositores e diferentes instrumentos.
E a 16, domingo, às 17h00, é a vez de a harpista Helena Madeira pisar o palco do Cineteatro Louletano, com o novo álbum “Melodias Eternas de Sefarad”. “Melodias Eternas de Sefarad”, encomenda do Município de Loulé, convida-nos a mergulhar no repertório sefardita, transmitido ao longo dos séculos de geração em geração. É também uma ode a todos os povos que enfrentaram a diáspora em estradas sinuosas e ameaçados pela extinção.
Um concerto num registo intimista, bem característico de Helena Madeira, cuja harpa nos guiará nesta viagem musical.
No dia 18, está de regresso a Loulé o RHI – Revolution, Hope, Imagination, iniciativa do Arte Institute que decorre em várias cidades do país e que já vai na sétima edição. Desta feita, o RHI traz a Loulé, entre workshops e palestras, um espetáculo único vindo diretamente do Brasil, pelo Balé Teatro Guaíra. Chama-se “V.I.C.A.”, acrónimo para Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade. A peça recorda a recente pandemia e faz-nos pensar sobre o que queremos daqui para frente, refletindo sobre os destinos da humanidade. Num mundo confuso, a coreógrafa Lili de Grammont e o Balé Teatro Guaíra revelam-nos que a Arte pode ser uma estratégia para a sobrevivência, porque nos liga de uma forma única. O RHI traz ainda uma palestra sobre o uso de Inteligência Artificial na produção e criação de espetáculos.



