Foi inaugurada em 31 de outubro, a terceira edição do evento Arte Larga, uma iniciativa do Município de Olhão que decorre no Auditório Municipal Maria Barroso e se prolonga até 17 de novembro.
Este primeiro dia foi feito de homenagens e emoções, tendo o pintor olhanense José Sabino, falecido em 2023, voltado a ‘mostrar’ a sua arte através da exposição dos seus trabalhos – foi inaugurada a exposição “Sabino” – e dos testemunhos de muitos amigos.
José Sabino foi uma personalidade incontornável da história de Olhão. Tocou muitos dos seus conterrâneos das mais variadas formas. E isso ficou provado durante a abertura da exposição que lhe presta homenagem. Inaugurada pelo presidente do Município de Olhão, António Miguel Pina, e pelas filhas Natacha Sabino e Bárbara Sabino, foram muitos os momentos de cumplicidade e admiração testemunhados, ao som do piano interpretado por Mário Fernandes.
“José Sabino foi um amigo com quem partilhei boa parte da vida, de quem tenho muitas saudades”, testemunhou António Miguel Pina, visivelmente emocionado, durante a inauguração da exposição “Sabino”. “O José Sabino marcava a diferença e posso dizê-lo sem receio: foi uma das grandes personalidades de Olhão. Tive a sorte de encontrar este amigo, que me marcou muito”, acrescentou ainda o edil olhanense.
As filhas de José Sabino, Bárbara Sabino e Natacha Sabino, agradeceram a presença dos amigos nesta homenagem, tendo Bárbara testemunhado que “esta mostra é apenas uma pequena parte do que o meu pai era, pelo menos para mim”. Testemunhou que José Sabino era “uma pessoa de extremos, não tinha meio termo. Precisei de muitos anos para o entender”, explicou.
No espaço contíguo à galeria do Auditório, estão também patentes duas exposições multimédia que fazem parte desta homenagem: uma dos alunos da Escola Secundária Francisco Fernandes Lopes, onde José Sabino lecionou, e outra dedicada ao mar e à faina, que muito dizia ao artista olhanense, uma vez que o seu pai foi mestre de pesca e dele falava com muito orgulho.
No primeiro dia em que se celebrou a cultura em Olhão, houve ainda oportunidade para assistir ao filme de Miguel Munhá “Hei-de morrer onde nasci”, que retrata a história de dois irmãos naturais da ilha dos Hangares que lutam por sonhos diferentes. A curta-metragem, filmada em Olhão e nas ilhas dos Hangares, Culatra e Farol, conta com a participação de vários residentes, entre eles José Sabino.
A noite chegou com a inauguração da exposição de fotografia “Lumina”, do olhanense David Afonso, no exterior do Auditório Municipal, seguindo-se o bailado “Murmúrios de Pedro e Inês”, pela Companhia Dança em Diálogos.
Arte Larga prolonga-se até 17 de novembro, tendo agendadas dezenas de iniciativas, que podem ser consultadas aqui: https://bit.ly/ArteLarga24.



