Os canais de acesso aos portos da Ria Formosa, no Algarve, deverão beneficiar de dragagens de manutenção até ao final do ano, intervenção prevista para depois do verão, disse ontem o presidente a Câmara de Olhão.
A resolução dos problemas de assoreamento na Ria Formosa, na qual houve uma indicação no sentido de que as areias removidas serão usadas para reforçar o cordão dunar (areal) das ilhas-barreira, nomeadamente, na Praia da Fuseta e Praia de Faro. O que se espera é que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) autorize essa indicação até ao final de março.
De acordo com a Câmara de Olhão, todas as entidades presentes foram “unânimes na decisão de congregar esforços para que as dragagens se iniciem com a maior brevidade possível e que, para além de os dragados virem a ser depositados nos polígonos de imersão, sejam também utilizados para reforço do cordão dunar”.
Em comunicado, a autarquia do distrito de Faro refere que “as dragagens são uma medida imprescindível para garantir a renovação da água, a oxigenação dos sedimentos, a manutenção dos canais de navegação e a salvaguarda dos habitats naturais”.
A reunião promovida pela Câmara de Olhão, onde foi feito o ponto da situação das dragagens na Ria Formosa, realizou-se com a presença da secretária de Estado das Pescas, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, da APA, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), da DGRM e da Docapesca.
Uma resolução do Conselho de Ministros atribuiu, em 2023, uma verba de cinco milhões de euros para a realização de dragagens na Ria Formosa, sistema lagunar que se estende pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.



