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Comparativamente ao mesmo mês em 2023, o consumo urbano de água no Algarve foi reduzido à apenas 0,5%, longe dos 15% pretendidos disse à Lusa o vice presidente da Agência Portuguesa do Ambiente.
Apesar da redução dos consumos nos setores urbanos, turismo e agrícola, o Algarve mantém-se em situação de seca hidrológica extrema, com níveis “baixíssimos da água subterrânea e reservas superficiais”, destacou José Pimenta Machado. “Esta ligeira redução é um sinal positivo de que as pessoas estão a gastar menos água e mostra uma tendência relevante das medidas que estão a ser implementadas, quer no setor urbano, no turismo e na agricultura”, realçou. Ainda assim, adiantou, a redução “está longe dos 15% pretendidos” para garantir a sustentabilidade hídrica no Algarve, de acordo com as diretrizes da Comissão da Seca.
O Algarve está em situação de alerta devido à seca desde 05 de fevereiro, tendo o Governo aprovado um conjunto de medidas de restrição ao consumo, nomeadamente a redução de 15% no setor urbano, incluindo o turismo, e de 25% na agricultura. A estas medidas somam-se outras como o combate às perdas nas redes de abastecimento, a utilização de água tratada na rega de espaços verdes, ruas e campos de golfe ou a suspensão da atribuição de títulos de utilização de recursos hídricos.
O Governo já admitiu elevar o nível das restrições, declarando o estado de emergência ambiental ou de calamidade, caso as medidas agora implementadas sejam insuficientes para fazer face à escassez hídrica na região.
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